terça-feira, 8 de dezembro de 2009

GRUPO 05(cinco) Luiz Jeronimo, Felipe Paiva, Carlos Henrique

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo colocar em prática o conteúdo trabalhados em sala de aula nas disciplinas de Biogeografia e Geografia do Brasil ministradas respectivamente pelos professores Omar Neto Fernandes Barros e Márcia Siqueira de Carvalho.
Com o intuito de visualizar empiricamente o que foi visto em sala, partimos no dia 16 de outubro da UEL com o retorno marcado para o dia 19 de outubro de 2009. O trabalho de campo contou com a tutela de ambos os professores que organizaram e explanarão o motivo da ida e os resultados que buscavam com ele.
O destino do trabalho de campo foram as cidades de Foz do Iguaçu no Brasil, Ciudad del Este no lado do Paraguai e a cidade de Puerto Iguazú na Argentina
O objetivo na Ciudad del Este era fazer uma análise sobre o comércio e como a sua espacialização era formada desde as ações do visível e o que não estava explicito relacionando com o papel que ela representa na geopolítica. Atividade esta, que foi desenvolvida no dia 17 de outubro. No mesmo dia a tarde houve uma observação detalhada que se resumiu ao trecho já pré-estabelecido pela professora Márcia, onde teríamos que analisar a infra-estrutura presente
No dia seguinte a visita foi guiada ao Ecomuseu e ao Parque Nacional de Iguazú na Argentina, onde presenciamos a magnitude que são as cataratas. Houve a observação sobre a fauna e flora o que era de interesse da disciplina de Biogeografia.
Já munido das informações coube aos alunos apresentarem as cadernetas referente às anotações pertinentes a cada disciplina e apresentá-las aos professores.

CIUDADE DEL ESTE

Localizada na fronteira com o Brasil e Argentina, esta cidade paraguaia, segundo Rabossi (2004), apenas perde em grau de importância – em termos econômicos e demográficos – para Assunção, a capital. Ciudad del Este, fundada em 1957, sofreu um crescimento vertiginoso, sobretudo pela sua localização geográfica, que a faz um centro comercial extremamente dinâmico. Dentro do importante contexto comercial que caracteriza Ciudad del Este, destaca-se, empiricamente, os mesiteros – comerciantes de rua. Em nossa experiência, pudemos notar a aparente onipresença destes comerciantes, que tomam as ruas e se dirigem, incansavelmente, aos turistas, tentando vender artigos de diversas naturezas.

Figura 1 - Mesiteros no centro de Ciudad del Este. Foto: Os Autores

Além de sua localização privilegiada, Ciudad del Este se tornou num dos principais pólos econômicos do Paraguai, pelo fato de constituir um “mercado transnacional para o qual afluem circuitos comerciais que articulam uma multiplicidade de espaços localizados em vários continentes através de comerciantes e mercadorias” (RABOSSI, 2004, p.5).
Este autor compara o comércio de Ciudad Del Este com outras cidades semelhantes, destacando Dubai. Ele comenta que elas compartilham muitas características. Por exemplo: ambas são centros comerciais regionais cuja atividade está centrada na re-exportação de mercadorias produzidas em outras partes do mundo; são compostas por uma população de origens diversas, que vieram atraídas por esse movimento comercial.
Porém, Dubai é uma das cidades que mais se destacam no mundo devido, entre outros aspectos, à sua arquitetura. A opulência é explícita em Dubai. Nas ruas de Ciudad del Este, mostraram-se aos nossos olhos a precariedade da infra-estrutura, a ausência de fiscalização de trânsito, a ânsia dos mesiteros em realizar suas vendas, o grande número de pedestres que dividem as ruas com motocicletas, automóveis e vendedores ambulantes, consumidores carregando e cuidando de mercadorias, a prática cambial, etc.. A totalidade destes aspectos nos remete a uma imagem caótica da cidade paraguaia.

Figura 2 - Adentrando Ciudad del Este por Foz do Iguaçú Foto: Os autores


Figura 3 - A baixa qualidade sanitária é bastante visível na cidade de Ciudad del Este. Foto: Os autores

Ao se passar pela Ponte da Amizade, assim como o centro de Ciudad del Este, nota-se o grande número de consumidores, transportando mercadorias para os dois lados da fronteira. Tanto movimento, para Rabossi, torna-se passível de ser compreendido a partir das áreas comerciais próximas à Ponte da Amizade. Sendo diferente a posição que cada área ocupa na dinâmica de sua cidade, resultado, na sua visão, da história e da orientação que cada cidade tem no tocante a atividades e a espaços. Rabossi explica que em Foz do Iguaçu, a área próxima à ponte é periférica dentro da cidade, sendo que o centro, que concentra a maior quantidade de serviços está localizado a alguns quilômetros dali. Ao contrário, a área de Ciudad Del Este próxima à ponte é o centro da cidade, onde estão concentrados os serviços privados (a maior quantidade de entidades bancárias e comércios) e, em seu limite, encontram-se os principais escritórios públicos. A urbanização da porção oeste de Foz do Iguaçu, próxima à Ponte, se deu em grande parte pelas relações comerciais com a cidade paraguaia.


Figura 4 - A Ponte da Amizade e seu intenso fluxo de pedestres e automóveis. Foto: Os autores

Para Rabossi, após a inauguração da Ponte da Amizade, a prática cambial logo começou a se desenvolver, sendo instalada em 1975 a primeira casa de câmbio em Presidente Stroessner. Em 1998 já existiam associações de cambistas, que se uniram para formar a Confederación de Trabajadores Cambistas.
As ruas de Ciudad Del Este, na ótica de Rabossi, além de ser naturalmente o lugar de circulação de pessoas, configuram-se também como um espaço onde se desenvolve diversos tipos de comércio. Os vendedores que trabalham na via pública estão divididos em dois grupos: os ambulantes, isto é, que percorrem as ruas com os produtos, e os que trabalham fixos num lugar específico (mesiteros). Legalmente, a prefeitura de Cidaud Del Este é quem detém o controle sobre o espaço da rua, porém na prática, desde que foi aceito o trabalho dos mesiteros e formadas as associações, esse controle passou a ser compartilhado entre a Prefeitura e as associações, afirma Rabossi. Estas ruas se fazem demasiado impactantes àqueles que as vêem pela primeira vez. Assim o foi com os integrantes deste grupo, fazendo-nos refletir sobre a lógica capitalista e a nossa atual sociedade de consumo. As intensas relações de compra e venda de mercadorias são efetuadas densamente por todo o centro de Ciudad del Este, e se tornam parte inevitável da vida da população amarrada àquela espacialidade.

FOZ DO IGUAÇU

Devido a sua localização geográfica e sua dinâmica econômica, hoje Foz do Iguaçú é uma das principais cidades do oeste paranaense. Inaugurada com finalidades militares, Foz sempre foi alvo de políticas que consideravam o exterior, e estas ditavam o ritmo econômico da cidade, que foi-se constituindo num dos principais pólos econômicos do Paraná (ROSEIRA, 2006). O potencial turístico – que alavanca a economia da cidade – de Foz do Iguaçú advém, sobretudo, da Usina de Itaipu e das Cataratas do Iguaçú. A construção de Itaipu gerou um processo imigratório amplo, com pessoas oriundas de diversas regiões. No entanto, o término desta resultou num grave problema social, deixando um grande número de pessoas marginalizadas e contribuindo significativamente para o processo de favelização desencadeado na cidade. São estas pessoas marginalizadas que, no mais das vezes, se ocupam do trabalho informal proporcionado pela relação de Foz com Ciudad del Este. Porém, a economia informal mostra-se de fundamental importância:

As atividades informais envolvendo turismo de compras em Ciudad del Este exercem fortes efeitos para toda a economiza de Foz do Iguaçú, pois não é somente o comércio da cidade paraguaia que tem relação direta com o turismo de compras. Várias atividades em Foz do Iguaçú, como a hotelaria e o transporte urbano sofrem efeitos diretos desse tipo de turismo (ROSEIRA, 2006, p.121)

O turismo é, de acordo com este autor, o motor da economia de Foz do Iguaçú, pois os mais importantes setores da economia da cidade estão diretamente ligados ao turismo ali exercido. Dentro da atividade turística, Roseira distingue dois tipos: o turismo de compras, caracterizado por um grande volume de atividade comercial, por meios informais; e o turismo praticado nas Cataratas do Iguaçú e na Usina de Itaipu, que é caracterizado por políticas bem definidas, de âmbito municipal, estadual e federal.

Análise empírica do centro de Foz do Iguaçú

Nós (Grupo 5) ficamos incumbidos de fazer o levantamento de elementos da rua Jorge Sanwais, Santos Dumont, Quintino Bocaiúva e Marechal Floriano e Marechal Deodoro, conforme o esquema abaixo


As características da rua Jorge Sanwais revelam-se como um padrão para os trechos das ruas abrangidas pelo Grupo 5. A arborização e a presença de cobertura vegetal nas calçadas são bastante visíveis em todos os trechos percorridos. Estas duas características, aliadas às largas calçadas e ruas, à presença de prédios residenciais e comerciais, ao baixo fluxo de pessoas e automóveis, dão a impressão de que as duas quadras visitadas se constituem numa aprazível morada para seus habitantes. Nota-se, também, a presença de hidrômetros, indicando a água tratada.
Sobre as características da Jorge Sanwais, ainda pode-se destacar:
- há um lote abandonado com bastante lixo, mas a rua, no trecho percorrido, é bastante limpa;
- no entanto, não se verifica lixeiras ao longo da rua, nem poços;
- verifica-se a presença de rede coletora de esgotos;
- viu-se uma boca de lobo;
- embora a rua seja inteira asfaltada, em diversos trechos da rua verifica-se áreas permeáveis nas calçadas;
- as calçadas são largas e constituídas de “paver”;
- constata-se a presença de meio-fio;
- possui alinhamento predial;
- as edificações se caracterizam por apresentarem ora prédios comerciais, ora residenciais;
- há circulação de ônibus.



Figura 5 - Padrão Encontrado Foto: Os autores


Figura 6 – Piso Tátil Foto: Os autores

Algumas características que destoam das restantes, ao longo das duas quadras percorridas:

Rua Quintino, entre a Marechal Deodoro e Floriano Peixoto: nota-se que há edificações em construção, provavelmente para fins comerciais, além de uma futura igreja.

Figura 7 – Construção de Igreja

Rua Floriano Peixoto com a Jorge Sanwais: nota-se a presença de duas lixeiras ao longo do trecho percorrido. Cabe ressaltar que não há mais lixeiras ao longo das quadras, embora estas se encontrassem bastante limpas

Figura 8 – Padrão de Lixeiras Encontrado Foto: Os autores

Rua Marechal Deodoro: pode-se perceber uma maior intensidade de atividades comerciais, maior fluxo de automóveis e de pessoas.

Figura 9 – Estabelecimento comercial Foto: Os autores


Figura 10 – Mapa das formações fitogeográficas Fonte: ITCG


Questões de Biogeografia

ECOMUSEU:
1. O que significa a palavra tupi-guarani IGUAÇU: Água grande
2. O que significa a palavra tupi-guarani ITAIPU: Pedra que canta
3. Em qual rio foi construída a hidrelétrica de Itaipu: Rio Paraná
4. O lago da Itaipu é de que tamanho? 1.350 km2
5. Qual o tamanho em km2 do município de Londrina? 1.651 km2
6. Mencionar 3 espécies da flora do Parque Nacional de Iguaçu: Ipê amarelo,
7. Mencionar 3 espécies da fauna do Parque Nacional de Iguaçu: Guaxinim, Tucano, Quati.
8. Qual a vazão média das Cataratas do Iguaçu? 1.600 m3/segundo
9. Como é denominada a Floresta onde se encontra o Parque Nacional de Iguaçu? Floresta Estacional Semidecidual
10. Observe uma transecção linear da Floresta do Parque Nacional de Iguaçu e faça uma foto explicativa ou um croqui.

Figura 11 - Transcecção Linear da Floresta Do Parque de Iguaçu Foto: Gustavo Nascimento

USINA HIDRELÉTRICA DE ITAIPU

A usina de Itaipu esta localizada no rio Paraná, na fronteira entre Paraguai e Brasil. Sua construção foi iniciada a partir de 1970 colocando fim a uma série de problemas de divisas entre Brasil e Paraguai que disputavam o domínio da região de Sete Quedas, que hoje desapareceu em virtude da construção do lago.
O projeto vai de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, no sul, até Guaíra(Brasil) e Salto del Guairá (Paraguai), no norte. A capacidade instalada de geração da usina é de 14 GW, com 20 unidades geradoras fornecendo 700 MW cada. Tal como a grandeza da obra foi a quantidade de problemas consequentes a sua construção tais como o impacto ambiental, o impacto social e surgimento dos brasiguaios onde os agricultores munidos de indenizaçoes compraram terras no lado paraguaio em virtude do baixo custo.
Para a construção foi necessário mais de 40.000 trabalhadores que vieram de todos os cantos do país proporcionando uma explosão demográfica em Foz do Iguaçu registrando um crescimento de 385%, na construção foram utilizados 12,57 milhões de m³ de concreto (o equivalente a 210 estádios do Maracanã) e uma quantidade de ferro equivalente a 380 Torres Eiffel. Comparando a construção da hidrelétrica de Itaipu com o Eurotúnel (que liga França e Inglaterra sob o Canal da Mancha) foram utilizados 15 vezes mais concreto e o volume de escavações foi 8,5 vezes maior.
O comprimento total da barragem é 7.235 metros, com uma elevação da crista de 225 metros. A capacidade instalada de geração da usina é de 14 GW, com 20 unidades geradoras fornecendo 700 MW cada. Tudo isso faz da usina hidrelétrica de Itaipu a maior usina do mundo nesse segmento.

PARQUE NACIONAL IGUAZU:
1. Qual o nome da província biogeográfica em que se localiza o Parque Nacional Iguazu? Selva Paranaense
2. Qual o maior mamífero encontrado no Parque Nacional Iguazu? E sua área de ocorrência? Anta
3. O que significa as formas dendríticas na vegetação do Parque Nacional Iguazu que podemos observar nas imagens de satélites do Google? Vegetação diferenciada, relacionadas ao sistema de drenagem
4. Comentar sobre algum aspecto que você achou interessante observando o Museu do Parque Nacional Iguazu: A estrutura do museu, adequada ao recebimento de turistas

Tendo como base o site oficial do Parque Nacional Iguazu-ARG e o trabalho de campo realizado, descreveremos algumas características do parque.
O Parque Nacional Iguazu-ARG (Figura 12) foi criado em 1934, está situado ao norte da Província de misiones, que faz fronteira com o Brasil. O parque, que abrange uma área total 67000 ha, desde 1984, ostenta o titulo de patrimônio natural da humanidade. Tanto o relevo quanto o padrão de drenagem estão sujeitos a uma meseta basáltica que alcança 700 metros. O clima da reserva é mesotérmico brando super-úmido, com temperatura média de 18 a 22º centígrados, mínima de 0°c e máxima em torno de 40°c

Figura 12 - Parque Nacional Iguazú Fonte: Site Oficial

A região onde está situado o parque é recoberta pela mata estacional semidecidual. Estacional, porque apresenta as estações do ano bem definidas, com verões chuvosos (entre 1.500 e 1.750mm) e invernos secos. Semidecidual, porque algumas árvores perdem as folhas no inverno para compensar a falta de água. Na parte norte do Parque Nacional, em regiões acima de 600m, existem a matas de pinheiros nativos (Araucaria angustifolia).
A Flora do Parque Nacional do Iguazu possui uma diversidade riquíssima. São milhares de espécies que se condensam na Flora Pluvial Subtropical. Na flora do parque predomina basicamente dois grupos: floresta estacional semidecidual e mata de araucária, que formam a cobertura contínua de vegetação, lembrando um gigantesco manto verde de valor incalculável, como banco genético para futuros reflorestamentos.
Na visita realizada ao Parque Nacional Iguazu, pode-se observar uma estrutura adequada em receber turistas, possuindo trilhas bem sinalizadas e disciplinadas e que ofereciam segurança aos visitantes do parque, contatou-se ainda que haviam locais para alimentação e saneamento básico.


Figura 13 - Sinalização do Parque Foto: Os autores

De fato, a flora e fauna do parque são exuberantes e de uma diversidade visível, as quedas da água se apresentam como um espetáculo proporcionado pela natureza, e que pode ser deslumbrado pelos visitantes do parque, que observam tudo fascinados, tais visitantes surgem de diversas localidades do globo.

Figura 14 - Cataratas do Iguaçu Foto: Os autores

No dia da Visita não foi possível visitar a principal atração do parque (Garganta do Diabo), devido às intensas chuvas decorrentes nas semanas anteriores a visita, o restante do parque pode ser explorado sem maiores dificuldades.

Conclusão

Através da analise entre três realidades diferentes, podemos concluir que a fronteira apresenta situações totalmente contraditórias, enquanto a Ciudad Del Este tem economia totalmente voltada para a exportação de produtos oriundos em sua maioria da Ásia, não garante a cidade que os recursos obtidos sejam aplicados na melhoria das condições de infra-estrutura da cidade, onde saneamento, melhorias sanitárias, organização do trânsito são alguns dos problemas que não parecem merecer destaque daqueles que deveriam organizar e controlar as atividades dela.
Por outro lado, a cidade de Foz do Iguaçu apresenta uma conotação voltada a atividade turística, onde a grande quantidade de hotéis e os sistemas de interação da cidade com o parque são muito presente no cotidiano da cidade. Outro ponto a ser comentado é quanto à disposição da cidade com relação ao transito e outras políticas públicas tais como o saneamento e a forma da espacialização da cidade, totalmente contrária ao visto em Ciudad del Este.
Assim podemos dizer que a Tríplice Fronteira, tem muitos atrativos desde que precisa comprar até aqueles que buscam desfrutar das belezas naturais, porém uma região rica, não significa um lugar justo e com oportunidades iguais a todos.



Referências
INSTITUTO DE TERRAS CARTOGRAFIA E GEODÉSIA (ITCG). Produtos Cartográficos. 2009. Disponível em: . Acesso em: 06 dez. 2009.
RABOSSI, Fernando. Nas Ruas De Ciudad Del Este: Vidas e Vendas num mercado de Fronteira. Rio de Janeiro, 2004. Tese ( Doutorado em Antropologia Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
ROSEIRA, Antonio Marcos. Foz do Iguaçu: Cidade Rede Sul-Americana, 2006. 170p. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade de São Paulo, São Paulo.
Parque Nacional Iguazu. Disponível em http://www.iguazuargentina.com Acesso em 07 dez/2009.

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